Poder calorífico (superior e inferior, GAR / NAR)
Energia liberada pela combustão completa de uma unidade de massa de combustível, em kcal/kg ou MJ/kg. O poder calorífico superior (PCS/GCV) inclui o calor latente do vapor d’água formado; o inferior (PCI/NCV) não, e aproxima-se da energia útil na caldeira. No carvão depende ainda da base: GAR (bruto como recebido, com umidade total), ADB (seco ao ar) ou NAR (líquido como recebido). O carvão indonésio é cotado sobretudo em GAR, o europeu e sul-africano (API2, API4) em base NAR 6.000; converta as ofertas para a mesma base antes de comparar.
Termos relacionados
Parâmetros de qualidade do carvão (umidade, cinzas, voláteis, enxofre, HGI)
Além do poder calorífico, o valor do carvão térmico depende de umidade total (TM), cinzas, matéria volátil (VM), carbono fixo, enxofre total (TS), índice de moabilidade Hardgrove (HGI) e fusibilidade das cinzas. Cinzas e umidade altas encarecem transporte e queima; o enxofre afeta o tratamento de gases e os limites de emissão; o HGI define a capacidade dos moinhos. No carvão metalúrgico importam também CSR, CRI e fluidez. Os contratos trazem limites “típicos” e de “rejeição” e fórmulas de ajuste de preço por parâmetro.
Pegada de carbono (pegada de produto e escopos 1-2-3) PCF
Total das emissões de gases de efeito estufa causadas por um produto no seu ciclo de vida – em geral da extração das matérias-primas ao portão da fábrica (“cradle-to-gate”) – em kg CO₂e, calculado pela ISO 14067 e pelo GHG Protocol. No nível corporativo, o escopo 1 abrange emissões diretas, o escopo 2 a energia comprada e o escopo 3 a cadeia de suprimentos, cuja maior parte vem das matérias-primas compradas. Por isso CBAM, relatórios CSRD e metas das marcas levam compradores a pedir aos fornecedores pegadas de carbono de produto (PCF) verificadas e EPDs.